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terça-feira, 3 de agosto de 2010

Ideal de Branqueamento de 1888 á 1930

Antes da Abolição da Escravatura (1888) e a Proclamação da República (1889), os brasileiros davam pouca importância à questão da raça. No período posterior à Proclamação da República já se percebia que o Brasil era um país vulnerável a uma invasão dos Estados Unidos. Esse sentimento se tornou mais presente com o prosseguimento da guerra européia. Neste momento houve um estímulo ao pensamento nacionalista, aos estudos da situação do Brasil e aos ideais de que a nação tinha uma identidade e um destino que podia e deveria ser controlado pelos brasileiros negando assim o darwinismo social implantado pelos europeus. As transformações políticas internas e a guerra fizeram consolidar uma nova relação com a Europa e com os Estados Unidos.
Segundo Thomas E. Skidmore em sua obra, Preto no Branco, a guerra fez crescer na elite brasileira uma necessidade de mobilização nacional, pois a última que aconteceu foi em 1865-70 para a guerra do Paraguai. Skidmore ressalta ainda que, o aumento da confiança nacional foi manifesta através do envolvimento do país na política internacional e por uma aliança feita com os Estados Unidos, através disto o Brasil atingiu maior visibilidade no cenário mundial.
Restava apenas uma questão para ser resolvida. Como o país se exibiria para as nações? Para tal questão a elite brasileira buscou como sempre, inspirações nas idéias européias onde eram comuns as discussões sobre a superioridade branca, muitas vezes alicerçada em estudos eurocêntricos que justificavam a inferioridade do negro com relação ao branco. Os escritores brasileiros já não se arriscavam mais dizendo que a raça não importava estes agora afirmavam que o Brasil passava por um processo de embranquecimento e, que, portanto estava caminhando para solucionar o problema.
Esses ideais europeus foram trazidos para o Brasil como uma doutrina de “branqueamento”, isto é, de que a população seria embranquecida com o tempo. Neste momento de nossa história, vários autores tiveram destaque na defesa deste ideal como: Gilberto Freire com sua obra Casa Grande e Senzala que teve grande repercussão. Outro que teve também grande destaque foi Oliveira Viana.
A maior demonstração do ideal tão arraigado no seio da elite brasileira foi o incentivo dado à imigração. Quando com o passar do tempo esse embranquecimento não se deu, os brasileiros se viram diante de um problema que não sabiam como lidar: o da raça.
Analisar a atitude dos intelectuais brasileiros (que acreditavam que o atraso do Brasil estava diretamente ligado a questão do clima tropical e a miscigenação racial) neste período nos mostra como os brasileiros explicam sua realidade social e a si própria, e como esse ideal perpassou os anos e é tão presente no cotidiano do brasileiro.

Introdução do Projeto de Conclusão de Curso

Os meio de Comunicação e sua importancia

Em decorrência dos avanços da tecnologia e da acessibilidade a sociedade atual é considerada a sociedade da informação com seus diversos meios de comunicação, neste trabalho comunicação é entendido como o conjunto das relações dos homens entre si, de suas formas de expressões e do emprego de técnicas. Mas a mídia como a conhecemos nem sempre possuiu este formato. Embora ela ainda permaneça na forma escrita, falada e assistida seus meios de apresentação se tornaram essencialmente velozes.
Foi na década de 1920 que se começou a falar em mídia, mas somente em 1950 que passaram a mencionar uma “Revolução da Comunicação”, porém o interesse sobre os meios de comunicação é muito mais antigo. O marco inicial do que conhecemos hoje como meio de comunicação e opinião pública deu-se com a prensa gráfica, criada pelos chineses e aperfeiçoada entre 1438 e 1450 na Europa por Johann Gutemberg. Através dessa invenção ocorreu o processo de democratização da escrita, a disseminação das idéias e da informação e consequentemente do saber.
A prensa gráfica modificou o rumo da história, pois finda o monopólio do clero que até aquele momento detinha o conhecimento e era responsável pela educação. O uso da escrita vernácula foi importante para a comercialização do material impresso, popularizou o livro, que atingiu um público novo e ávido. Esse interesse coincidiu com a Reforma Protestante, o Iluminismo e a mudança da ordem européia. Houve uma explosão de informações.
A mídia oral e escrita coexistiu na Europa no século XV e XVI, até porque só uma minoria da sociedade era letrada. Ao longo dos séculos outras invenções contribuíram para o avanço dos meios de comunicação como: as ferrovias, os correios, o telégrafo, o telefone, a energia elétrica dentre outros, possibilitando a criação e o aperfeiçoamento das técnicas de transmissão da informação e as tornando mais velozes.
Dentro dessas novas técnicas de informação o jornal impresso se destacou por contribuir para a formação de uma opinião pública, pois cobria desde questões públicas até questões relativas à moda. Mesmo com surgimento de tecnologias de ponta ligadas à comunicação, o jornal impresso não perdeu seu espaço, pois este ao longo da história assumiu papéis estritamente ligados à democracia e à difusão de conhecimento, estando presente no cotidiano de muitas sociedades.